Depois da fase de buscas, inseguranças, pressa e alguma impaciência , hoje você deve querer mesmo é a tranquilidade no seu coração
aprender a proteger sua vulnerabilidade, aprender a se amar e lembrar, também, que você não está sozinho.
+293-072
muita paz
Me parece que as buscas, inseguranças, pressas e impaciências estão conectados a este contexto da consciência intuitiva de que nos falta alguma coisa.
A necessidade de suprir esta carência, a premência do tempo e a escassez de recurso nos apresentam um contexto por certo desafiador sobre o qual nos debruçamos para encontrar soluções que nos levem à quietude, à ausência de insegurança, à tranquilidade e à calma. Em outras palavras, talvez desejemos entrar em uma área confortável onde não precisemos realizar grandes esforços e nem nos sentirmos incompletos e inseguros.
Pessoalmente acredito que à medida que caminhamos, nos damos conta de que há duas opções de seguir em frente.
Aceitar a finitude, as dores, a escassez e a falta, seguindo com o mínimo de esforço possível até que a finitude nos atinge, algo semelhante à vida animal que parece atender basicamente aos instintos de sobrevivência.
Acolher o incômodo permanente para avançarmos buscando soluções, subvertendo instintos, colocando a natureza a nosso serviço devido à certeza de que há algo além do que está estabelecido que pode ser muito mais pleno do que vivemos agora. Talvez este aspecto distingua os humanos dos demais animais.
Acredito que acolhemos a falta, aceitamos nossa capacidade projetiva e, como humanos, estamos tentando chegar a este algo mais.
Mergulhados em buscas, experimentos, tentativas e guerras; transitamos pela vida descobrindo caminhos novos e abandonando caminhos antigos que não atenderam nossa angústia.
Neste contexto, ao que me parece, começamos a concluir que um aspecto importante da existência humana, uma dimensão primordial ao que diz respeito ao suprimento do que nos falta, é a relação solidária e fraterna com outros humanos e com o ambiente a que pertencemos.
Penso que nosso modelo ocidental atual para pensar a humanidade, considera fortemente as relações mútuas de apoio, de colaboração e de partilha. Estamos identificando a importância de estabelecermos relações de troca através das quais apoiamos e somos apoiados.
Quando investimos neste modelo proposto, aprendemos a amar e a reconhecer nossos pares, aqueles que nos amam. Saímos do campo primitivo de sobrevivência e entramos em um contexto criativo que dá origem a superações e a inovações enquanto coloca a natureza a serviço.
Mesmo assim, parece que temos carregado a certeza de que, a pesar de todos os esforços e superações, sempre estaremos submetidos a algo maior e mais capaz.
Me parece que as buscas, inseguranças, pressas e impaciências estão conectados a este contexto da consciência intuitiva de que nos falta alguma coisa.
A necessidade de suprir esta carência, a premência do tempo e a escassez de recurso nos apresentam um contexto por certo desafiador sobre o qual nos debruçamos para encontrar soluções que nos levem à quietude, à ausência de insegurança, à tranquilidade e à calma. Em outras palavras, talvez desejemos entrar em uma área confortável onde não precisemos realizar grandes esforços e nem nos sentirmos incompletos e inseguros.