• Impor ou reconhecer limites?

    220/2022
    220 - 2022 (08/08/2022)
    Mensagem

    impor limites é como dizer que a gente também importa.
    falar não para o mundo às vezes é falar sim para você.
    que tenhamos sempre coragem para sustentar esse sim.
    +220-145
    muita paz

    Reflexão

    "impor limites é como dizer que a gente também importa."

    Uma frase poderosa que nos lembra de nossa existência, de nossas necessidades e de nossa vontade de ser.

    Mas será que estamos impondo limites ou estamos reconhecendo a nós mesmos? Fiquei pensando sobre isso...

    Vivemos em uma cultura massificada que prima por personas genéricas que representem perfis de consumo. Fomos educados para seguirmos o fluxo da maioria ou a força do mais forte e do mais influente anulando nossas individualidades em favor de um bem maior. Aprendemos que temos o maior vilão de todos os tempos vivendo em nós, o Ego, que precisa ser duramente combatido e talvez até mesmo anulado.

    Me pergunto se realmente somos contados como individualidades ou apenas como o acréscimo ao número de seguidores, de votantes, de eleitores ou de simpatizantes que celebram o protagonismo do outro.

    Fomos ensinados a reverenciar a autoridade alheia e a combater nossa falta de comprometimento coletivo.

    Desde cedo o que é externo a nós se impõe com a força da normatização, da regulamentação e até mesmo com a força da definição do bem e do mal.

    Talvez não tenhamos sido educados para reconhecermos a nós mesmos e a valorizarmos nossa autoridade interna, criativa e autoral. Talvez tudo isso nos leve a um círculo vicioso de negação de nós mesmos que desperta em nós mecanismos de luta e de fuga em favor da autopreservação.

    Para garantirmos a última fronteira de nossa existência, nós acabamos tendo que impor limites...

    Este movimento de imposição talvez seja a primeira reação de busca de saúde mental daquele que vem sofrendo o mal da anulação sistemática desde a sua concepção.

    Acredito que precisamos sustentar o sim nessa luta de imposição de limites. Mas também precisamos questionar a coerência de nossos sistemas de educação formal e informal para refletir o reconhecimento das individualidades.