• Mundo de gigantes?

    058/2023 - Mundo de gigantes?
    58 - 2023 (27/02/2023)
    Mensagem

    Faz bem ter com quem dividir o que nos tumultua ou incomoda por dentro.
    Por isso, cultive relações onde haja conforto para compartilhar angústias e dissabores.
    Divida, também, os bons momentos.
    deus conosco.                                          
    +058-307
    muita paz

    Reflexão

    Acho que partilhar os momentos de vida nos leva a elaborarmos melhor nossas realidades, abre a possibilidade de vermos o nosso mundo sob a perspectiva de outros olhares e ainda abre a chance de entrarmos em contato com outros mundos.

    Em contato com o outro nossos mundos se ampliam, as fronteiras do conhecimento são colocadas mais adiante e podemos caminhar com mais segurança!

    Este movimento me parece vital para atravessarmos as adversidades com mais facilidade e celebrarmos as conquistas com mais intensidade.

    Mas penso que este movimento traz um desafio enorme para se concretizar em nossas vidas! Estamos tão acostumados a posturas julgadoras e normativas que talvez tenhamos dificuldade em acolher o outro em suas conquistas e dores.

    Acolher o outro sem nos sentirmos melhores e nem piores, sem projetarmos nossas utopias, sonhos e frustrações no outro é um exercício de humanidade que não é dominado por muitos de nós.

    Talvez nos falte treinamento na vida em sociedade para participarmos de encontros cheios de empatia e de partilha onde as críticas e julgamentos inexistam ou sejam bem reduzidos.

    E, como temos dificuldade de acolher a humanidade do outro, também temos receios em colocarmos nossa humanidade em contato com o outro...

    Acreditamos que o mundo é um lugar violento, pouco empático e que se constrói sob a ótica da escassez, onde nem todos terão acesso às condições adequadas para viver com conforto e todos precisem existir em estado de tensão constante em favor da sobrevivência através da competição.

    Tememos o julgamento, tememos ser vistos como fracos, postura que acreditamos que alimente os agressores que residem no mundo e que vivem esperando nossa fraqueza.

    É como se nos sentíssemos rodeados de hienas, que são animais grandes e fortes, mas só atacam as presas menores que elas. 

    Acho que pensamos que enquanto nos mantivermos altivos, em pé e em condições de lutar, estaremos seguros das hienas. É como se, ao menor sinal de fraqueza, passássemos a arriscar...

    Talvez por isso eu labute tanto para implementarmos mais protocolos humanos de convivência amorosa que nos levem a partilhar mais.