• Kaô, Kabecilê!

    175/2023 - Kaô, Kabecilê!
    175 - 2023 (24/06/2023)
    Mensagem

    🎼São João, São João🎼
    🎼Acende a fogueira do meu coração🎼
    +175-190
    muita paz

    Reflexão

    Kaô, Kabecilê!

    "Venham saudar o rei"

    Comparado com outras divindades, Xangô seria o equivalente a Zeus, para os gregos, Tupã, para os Tupi-Guarani, Júpiter, na mitologia romana, ou Odin, para os escandinavos.

    Este orixá é considerado o mestre da sabedoria, gerando o poder da política e justiça. Os crentes em sua existência recorrem a ele para resolver problemas relacionados com documentos, estudos, trabalhos intelectuais, entre outros.

    Etimologicamente, Xangô é uma palavra de origem iorubá, onde o sufixo "Xa", significa "senhor"; "angô" (AG + NO = "fogo oculto") e "Gô" pode ser traduzido para "raio" ou "alma". Assim sendo, Xangô significaria "senhor do fogo oculto".

    https://www.significados.com.br/xango/#:~:text=Xang%C3%B4%20%C3%A9%20um%20orix%C3%A1%20bastante,conhecido%20como%20protetor%20dos%20intelectuais.

    Pelo sincretismo religioso, associado no Brasil à figura de São João, o João Batista que reconheceu a grandiosidade de Jesus antes que este se revelasse à sociedade em seu potencial transformador e revolucionasse o pensamento religioso do ocidente.

    Acho que acendi a fogueira e resgatei com intensidade a consciência de quem sou...

    Trouxe à mente o escudo sincrético que simboliza meu propósito, escudo que tem o machado de Xangô no centro traduzindo a justiça e a força que norteiam minhas buscas e ações. Escudo que me conecta à espiritualidade que me rege, ao culto dos Egungum, os espíritos de pessoas mortas importantes, que retornam à terra.

    Manifesto no mundo através do fogo, dos raios e dos trovões, Xangô traz a força da justiça através da razão e do conhecimento.

    Nesta toada de fortes reflexões e festividades, como não resgatar no simbolismo da fogueira de São João para aquecer as nossas almas, agradecer nossas conquistas, buscar proteção e honrar nossa ancestralidade?

    Kaô, Kabecilê!