Conserve a própria fé, por tal modo, que você não possa se afligir, excessivamente, em nenhuma dificuldade.
Guarde otimismo, com tamanha elevação que os contratempos da vida não lhe venham a ferir.
+228-138
muita paz
Acredito que não é possível viver sem ferimentos, dificuldades e aflições. Mas talvez consigamos equacioná-los para serem suportáveis.
A fé, neste exercício de equacionamento, talvez seja potente variável a ser considerada. Ela me sugere fidelidade a uma perspectiva através da qual podemos significar o mundo para fazermos a travessia pelo terreno de nós mesmos, uma aventura de autoconhecimento e de descoberta do sagrado em nós.
Cheios de vazios e de mistérios, se não formos capazes de intuir um significado amplo para o existir, as dificuldades impostas pelo mundo causarão feridas profundas difíceis de cicatrizar e acabaremos acumulando aflições, cansaços e exaustões que nos farão sair dos caminhos de descoberta de nós mesmos e da felicidade.
Mas como trabalhar para conservar a própria fé? Ela seria algo que se perde no processo?
Talvez a fé não se perca, mas precise de atualizações e transformações...
Cada abismo iluminado em nós revela sombras e dúvidas que propõe a necessidade de revisão de perspectivas e de ampliações de fé. Mas é preciso estar em movimento para gerar variação nas sombras de cada abismo visitado se quisermos ajustar nossas perspectivas.
Não basta iluminar os abismos, temos que percorrê-los com cautela e atenção. Só assim as sombras reveladas anunciarão o terreno com clareza e precisão.
Mesmo que precisemos caminhar lentamente, que não sejamos capazes de evitar o medo e que tenhamos que adiar o final da jornada infinitas vezes, penso que esta seja a alternativa viável para curarmos feridas, transformarmos territórios, nos integrarmos a nós mesmos e sermos felizes.
Penso que esta jornada não seja sobre chegar ao horizonte, mas sobre conhecermos detalhadamente o caminho que nos separa deste horizonte.
Quando soubermos como o sol nascente se comporta sobre este caminho, seremos capazes de ajustar rotas, prever acontecimentos e caminhar sem dificuldades ou feridas. Seremos fiéis ao mundo interno que nos conecta ao sagrado no distante horizonte e não existirão mais aflições.
Acredito que não é possível viver sem ferimentos, dificuldades e aflições. Mas talvez consigamos equacioná-los para serem suportáveis.
A fé, neste exercício de equacionamento, talvez seja potente variável a ser considerada. Ela me sugere fidelidade a uma perspectiva através da qual podemos significar o mundo para fazermos a travessia pelo terreno de nós mesmos, uma aventura de autoconhecimento e de descoberta do sagrado em nós.