052/2023 - Amor Conciliador

Image
052/2023 - Amor Conciliador
052/2023 - Amor Conciliador
dia do ano
52
Amor Conciliador
mensagem

O amor é conciliador, no entanto não se acumplicia com aquilo que é incorreto.
+052-313
muita paz

reflexão

Amor e moralidade é, por certo, uma combinação bem difícil de realizar com clareza!

Muitas vezes pensamos amor e cumplicidade. Principalmente no que diz respeito ao amor erótico e aos jogos de parceria. Carregamos a impressão de que amar está relacionado ao apoio irrestrito ao outro e ao comprometimento mútuo com as ações em curso, desconsiderando outras dimensões dos envolvidos no laço de amor.

Confesso minha dificuldade em construir esta relação quando buscamos uma definição mais abrangente de amor.

Quando o amor carrega estima, afeto e o desejo sincero de participar da prosperidade do outro de alguma forma, mesmo que à distância, talvez a relação entre cumplicidade e amor precise de revisão.

O amor cego é aquele em que nos anulamos em favor do outro. De uma maneira geral, cobra um elevado preço a quem ama e estabelece uma relação, talvez inconsciente, de cobrança e de exigência de algum tipo de contrapartida por parte da pessoa amada.

O amor sequestrador é aquele que se impõe e que sufoca a criatura amada. É um amor que carrega uma ideia de propriedade que nos autoriza a anularmos o outro para garantir-lhe segurança e felicidade. Acredito que este também seja bem complicado ao estabelecer relações...

Quando juntamos alguém que se anula por amor e alguém que ama sequestrando, talvez tenhamos uma mistura corrosiva que pode fomentar muitas dores e sofrimentos para ambas as partes e que talvez seja difícil de ser ajustada para estabelecer uma convivência sadia e promotora de prosperidade para ambos os integrantes por longos períodos.

Acredito que o amor sincero e verdadeiro, aquele que transcende os personalismos do egoísmo, do individualismo, do orgulho e da carência, não estabelece relações de submissão ou de entrega total e nem de cobranças ou imposições. Penso que seja um amor desprovido de cobranças, um amor em que aquele que ama se sente bem ao ver a pessoa amada prosperando e crescendo.

Amarmos verdadeiramente não implica em uma relação de cumplicidade onde devamos nos anular para participar das vontades, dos desejos e das necessidades do outro. Acho que este é o ponto.

Amar verdadeiramente implica em uma relação de estima e de afeto em que aquele que ama apoia e respeita o processo singular de construção da felicidade daquele que é amado.

Quando amamos verdadeiramente, nós participamos da vida do outro, nos alegramos com suas conquistas e nos entristecemos com suas derrotas. Somos solidários nos momentos da vida de alegria e de tristeza.

Aquele que ama verdadeiramente não se anula e nem se impõe em relação à pessoa amada. Acho que por isso ele é conciliador. Através deste amor fazemos votos de prosperidade, nos sentimos felizes pelas conquistas do outro e choramos pelas derrotas, mas seguimos escrevendo nossas histórias singulares, pessoais e intransferíveis.

reflexão

Amor e moralidade é, por certo, uma combinação bem difícil de realizar com clareza!

Muitas vezes pensamos amor e cumplicidade. Principalmente no que diz respeito ao amor erótico e aos jogos de parceria. Carregamos a impressão de que amar está relacionado ao apoio irrestrito ao outro e ao comprometimento mútuo com as ações em curso, desconsiderando outras dimensões dos envolvidos no laço de amor.

Confesso minha dificuldade em construir esta relação quando buscamos uma definição mais abrangente de amor.

Mais Reflexões

Como podemos transformar o medo e a resistência em coragem e ação para realizar nossos sonhos?
Celebramos as amizades com intensidade e buscamos resguardá-la de tudo e de todos. Mas o que queremos dizer quando trancamos nossas amizades no peito?
De que depende o bom humor? Será possível mantê-lo mesmo nos momentos mais difíceis da vida?
Você se relaciona como outro apenas quando tem alguma vantagem na relação? Talvez este seja o caminho para vivermos solitários e tristes no futuro.
Você sabe o que precisa para ser feliz? E se cada pessoa precisar de realizações diferentes para viver a felicidade? Você consegue perceber qual é o seu caminho singular de construção de felicidade?
Será possível viver a paz sem construí-la?
Somos capazes de perdoar? Será que vemos o perdão como algo importante para o estabelecimento da paz?
Estaremos investindo muito tempo na satisfação das expectativas do outro e deixando de olhar para nossas necessidades? Quanto tempo investimos nas construção de nossos sonhos?
Você sente medo quando erra? Talvez exista algo errado no gruposocial em você está...
Neste momento de nossa história falamos muito em tomar as rédeas da vida e impor a ela o que queremos. Será que isto é sempre possível?